
Espalho-me nos oceanos
Afundo-me e deposito-me
No seu fundo.
Não vejo,
Sinto laivos de medo,
não o posso ter,
apenas o devo ver quando abrir os olhos
e vir
um corpo
e outro
e mais outro
e outro ainda
em filas contínuas,
contíguas a mim.
Nós somos apenas mais um
que tenta respirar
e expirar os sopros
que em volta de nós se instalam.
O tempo de tanta ente que está ali
ao mesmo tempo que estou.
Há um relógio que por mais que ande
e que o faça, não passa.
O ciclo é contínuo e eterno.
Não passa.
Repete-se en cadências
rápidas
lentas.
O tempo é unico.
O tempo é uma tatuagem feita pela nossa propria mão.









